
SEMESTRE DE 2025.1

Em 2025.1, o Acende a Luta foi associado à disciplina Mídia e Democracia II (31 participantes, indicando um crescimento na procura pelo projeto). Neste semestre, os eixos foram repensados, sendo reorganizados em: Cidade, Cultura, Ditadura, Identidade, Política e Trabalho, UFF e Projetos de Memória. Da mesma forma, houve uma ampliação de possibilidades temáticas dentro de cada eixo, a partir de discussões coletivas. Os temas desenvolvidos foram: Pescadores tradicionais, Luta do Prédio Caixa, Novas Ilegalidades e Rádio Fluminense, para os quais foram gerados diversos produtos. O site, o perfil do Instagram e do Youtube também foram atualizados.
POLÍTICA E TRABALHO
---- Movimento dos Pescadores ----

O evento “Maré de Histórias – A Vida e o Ofício dos Pescadores de Itaipu” foi realizado com o objetivo de devolver à comunidade parte do trabalho desenvolvido no semestre anterior (2024.2), criando um espaço de escuta, diálogo e valorização da memória cultural local.
Buscou-se fortalecer a relação entre universidade, pescadores e público em geral, reconhecendo a pesca artesanal como um elemento central da identidade de Itaipu.
A programação incluiu uma apresentação do Projeto Acende a Luta e do histórico de atividades já desenvolvidas, a participação de Ademas Pereira da Costa apresentando seu projeto Maretórios, a exibição do documentário Pescadores de Itaipu, realizado no Acende a Luta 2024.2, e uma roda de conversa com a presença de Jorge Nunes de Souza (pescador local), Jairo Augusto da Silva (pescador local e presidente da APPREILI), Mauro de Souza Freitas (pescador local), Beatriz Verçosa (gestora da RESEX Itaipu) e do próprio Ademas, com mediação da professora Ana Lucia Enne. O pescador Jairo Silva realizou também uma oficina de rede artesanal.

Relatório do Trabalho
DITADURA
---- Novas Ilegalidades ----

O grupo, inspirado pelo trabalho do GENI (Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos), fez uma pesquisa com a proposta de evidenciar como a lógica repressiva da ditadura ainda é presente nas abordagens policiais e molda o cotidiano das periferias de Niterói e os limites do Estado democrático.


Com entrevistas de estudantes da UFF e moradores e trabalhadores da cidade de Niterói; músicas e cenas de filmes que constroem o paralelo entre a violência policial na ficção e na realidade, criamos um curta documental e organizamos um evento no dia 14 de julho de 2025, às 19 horas, no auditório do Bloco P do Campus Gragoatá da UFF, com a presença dos convidados Mônica Cunha: Ex-vereadora e co-fundadora do Movimento Moleque Palestrante; Sidney Teles: Assessor Legislativo e Fundador da Casa de Artes e Cultura Percília Teles da Silva; e Kleber Mendonça, Professor titular do curso de Estudos de Mídia da UFF e coordenador do Núcleo de Estudos de Violência e Comunicação, e mediação da aluna Aimeè Borges.
Relatório do Trabalho
CULTURA
---- Rádio Fluminense ----
Nesse trabalho, escolhemos explorar o papel da Rádio Fluminense FM, conhecida como “A Maldita”, no contexto da abertura política brasileira no início dos anos 1980. Nosso objetivo é compreender como uma emissora local, sediada em Niterói, conseguiu se transformar em um importante espaço de resistência cultural e de ampliação do acesso à música, num período de transição após a Ditadura Militar (1964–1985). Para aprofundar o entendimento sobre a experiência da Fluminense FM, realizamos entrevistas para a criação de um podcast com Selma Boiron e Álvaro Rodrigues, profissionais que atuaram diretamente na emissora.



Relatório do Trabalho
CIDADE
---- Lutas por Moradia ----
Prédio Caixa Vive

Revisitando um tema apresentado no primeiro semestre do projeto, realizamos uma pesquisa sobre o condomínio do Edifício Nossa Senhora da Conceição, na Avenida Amaral Peixoto, no Centro de Niterói, mais conhecido como Prédio da Caixa.
Por meio de uma entrevista com o deputado estadual Flávio Serafini, abordamos como está a situação atual da luta pelo Prédio da Caixa e os principais ganhos e problemas evidenciados até aqui.
Relatório do Trabalho
Relato da Coordenadora
Ana Lúcia Enne
Em 2025/1, o Acende a luta amadureceu muito. 31 alunos inscritos na disciplina de Mídia e Democracia II, também nas sextas de tarde, desenvolveram quatro temas, divididos entre diversos eixos: a) evento Pescadores (eixo Trabalho); b) evento Novas Ilegalidades (eixo Ditadura); c) Rádio Fluminense e resistência (eixo Cultura); d) luta por moradia e o prédio da Caixa (eixo Cidade). Foram produzidos, a partir dessas escolhas: dois eventos, dois curtas documentários, um podcast, cartazes, reels e material de divulgação. Todos já estão disponíveis em nossas redes. Resolvemos, ainda, dividir o eixo Identidade e Cultura em dois, facilitando o armazenamento e a consulta do acervo. Seguimos aprimorando o site do projeto, novamente com o apoio da aluna Júlia Soares. E as divulgações no perfil do Instagram, com o apoio da aluna Lorena Gargione. Gostaria de registrar que tivemos nossos pedidos de bolsas de Extensão e Iniciação Científica para o projeto Acende a luta recusados em 2025 através de uma série de ações a nosso ver equivocadas, injustas e desrespeitosas, que reportamos aos setores responsáveis e já explanamos publicamente. Lamento muito a falta de apoio da universidade a esse projeto de evidente importância para a cidade e para a memória dos movimentos e lutas sociais. A realização dos eventos, bem como uma parte do material que utilizamos, só foram possíveis a partir do apoio de diversas pessoas físicas da universidade e sociedade civil, a quem agradecemos muito. Gostaria de registrar o aumento de inscritos na disciplina e a continuidade de alguns temas, que já estão sendo desdobrados de um semestre para o outro (caso do tema pescadores, que gerou ótimos documentários em 2024/2 e um excelente evento em 2025/1; e da luta por moradia em torno do prédio da Caixa, tema de uma das mesas do evento que realizamos em 2023/2 e que em 2025/1 motivou um vídeo documentário). Também é significativo o quantitativo de alunos que têm se inscrito em semestres seguidos, o que demonstra o interesse em permanecer neste projeto de extensão. Mais uma vez, tivemos um semestre riquíssimo, de produção e engajamento. Vida longa ao Acende a luta! E que em 2026 possamos ter mais apoio da universidade, inclusive e principalmente com dotação de bolsas de extensão e pesquisa. .

A TURMA DE 2025.1
Mídia e democracia II


Equipe site


Ana Enne, Ana Luisa Fabião, Ana Luise Nogueira, Júlia Soares e Mariane Tavares
Equipe Novas Ilegalidades

Aimée Borges, Ana Clara Vaz, João Gabriel Alves e Elisa Matos.
Equipe Moradia

Bernard Galdino, Giselle Barreto, Júlia Soares, Romulo Magalhães e Selma Boiron.
Equipe Pescadores

Ana Clara Barboza, Eduardo Pitombo, Giovanna Costa, Julia Kolling, Laisa Xavier, Lorena Gargione, Matheus Gonzaga e Paulo Arthur Kukiel.
Equipe Rádio Fluminense

Ana Júlia Lara, Clara Carneiro, Daniel Noé, Fernanda Gaspar Carvalho, Giovana Castro, Luciano Santoro, Luana Foureaux Araujo, Luiza Bravo, Marianna Miranda, Mateus Torres Junger e Rebeca Saturato.
Equipe Instagram











