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Movimento dos Pescadores

A pesca artesanal é praticada na Praia de Itaipu desde antes da invasão dos portugueses, pelos povos sambaquieiros e posteriormente pelas sociedades indígenas que viveram na região. Há registros de fósseis de seres vivos marinhos nesses sambaquis que indicam a ocupação humana desde o período neolítico, ou seja, a pesca foi elemento fundamental na constituição e desenvolvimento de todas as comunidades que ocuparam a região ao longo da história.

Em um recorte mais recente, a história dessa comunidade tão longeva é ameaçada por conta das disputas territoriais motivadas pelo potencial lucrativo que o poder público e o mercado imobiliário enxergam naquele local. A Colônia de Pescadores de Itaipu surge em 1920 (àquela época sob tutela da Marinha) a partir da organização de pescadores locais, que se organizaram por conta de um conflito ocasionado pela obrigação de repassar parte do lucro a um grande proprietário da região, segundo relato de pescador local. A partir da década de 70 no contexto da ditadura militar, a Ponte Rio-Niterói foi construída e aumentou significativamente o fluxo de pessoas e a demanda por moradia na cidade de Niterói. Esse aumento acarretou na intensa expansão imobiliária na Região Oceânica da cidade, tendo a construtora Veplan como protagonista desse processo.

Ao longo da história algumas conquistas foram alcançadas, como o tombamento do Canto Sul da praia de Itaipu, do Quintal dos Pescadores e a criação da Reserva Extrativista Marinha de Itaipu. Porém, a comunidade local ainda precisa lutar diariamente junto à Associação de Pescadores e Pescadoras da Reserva Extrativista de Itaipu e Lagoa de Itaipu e ao Museu de Arqueologia de Itaipu para preservar a memória e perpetuar as tradições relacionadas à prática da pesca artesanal na região

Produtos do Acende a Luta!

Foram realizados, nos períodos de 2024.2 e 2025.1:


Dois minidoc sobre a vida e o trabalho das comunidades de pescadores de Itaipu e Piratininga (2024.2). Foram entrevistados os pescadores: Cléber Irineu Mesquita, Eurípides Tavares das Chagas (Nati) e Kayo Vieira de Miranda, e a moradora Kelly Jacqueline Feitosa da Silva.



O evento “Maré de Histórias – A Vida e o Ofício dos Pescadores de Itaipu” (2025.1). A iniciativa teve como objetivo devolver à comunidade parte do trabalho desenvolvido no semestre anterior, criando um espaço de escuta, diálogo e valorização da memória cultural local. Buscou-se fortalecer a relação entre universidade, pescadores e público em geral, reconhecendo a pesca artesanal como um elemento central da identidade de Itaipu.

O evento foi realizado na área externa do Museu de Arqueologia de Itaipu (MAI), no dia 5 de julho de 2025, às 9h30. A organização foi feita pela equipe do Projeto Acende a Luta, com apoio do MAI e da APPREILI. Participaram estudantes, professores, pescadores, pescadoras locais, o pesquisador convidado e o público geral. Além disso, com a contribuição da professora, do MAI e do pesquisador convidado conseguimos oferecer um lanche completo ao público do evento.

Mais informações do evento estão disponíveis na Página Maré de Histórias.


Abaixo está disponível o relatório completo do grupo, com todas as informações e a pesquisa na íntegra.


Referências Principais

Outros Projetos de Memória já existentes:


Acervo Audiovisual dos Maretórios:



Museu de Arqueologia de Itaipu:

https://museudearqueologiadeitaipu.museus.gov.br/


Inventário de Gestualidades da Pesca (vinculado ao LABHOI UFF):

https://www.instagram.com/inventariogestualidadesdapesca/


Coletivo Cultura Caiçara - Oficina de Arte do Pescador (Piratininga):

https://www.instagram.com/oficina_de_arte_do_pescador/




Referências Complementares

AGLIO, Guilherme. A Itaipu das companhas: identidade, território e luta em Itaipu. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Produção Cultural) Universidade Federal Fluminense, Instituto de Arte e Comunicação Social. Niterói, 2015.


BARBOSA, Sônia Regina da Cal Seixas. Identidade social e dores da alma entre pescadores artesanais em Itaipu, RJ. Ambient. soc. [online]. 2004, v. 7, n. 1. 2004.

Disponível em: https://www.scielo.br/j/asoc/a/F4pjFcwfXGxQP4qZhHVTQTF/?lang=pt


LIMA, Roberto Kant de. Pescadores de Itaipu: Meio ambiente, conflito e ritual no litoral do Estado do Rio de Janeiro. In: LIMA, Roberto Kant de; PEREIRA, Luciana F. Pescadores de Itaipu: Meio ambiente, conflito e ritual no litoral do Estado do Rio de Janeiro. Niterói: EDUFF, 1997


MIBIELLI, Bruno L. Mestre Cambuci e o “Sumiço da Tainha”: Uma nova imagem da praia de Itaipu. Trabalho de Conclusão de Concurso (Ciências Sociais) – Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Universidade Federal Fluminense. Niterói, 2004.


PESSANHA, Elina Gonçalves da Fonte. Os companheiros: Trabalho e sociabilidade na pesca em Itaipu. EDUFF, 2003.


CARVALHIDO, V. V. R. Do “direito- à vez” à vez dos direitos: Conflitos e representações acerca do espaço e do trabalho no Canto de Itaipu. Niterói: UFF, 2012


DA SILVA CORDEIRO, C. P.; TARANTO, D. I.; SILVA, R. R. C. C. A Vila dos pescadores da Praia Grande: formação e consolidação da comunidade no centro de Niterói. Cadernos da FUCAMP, v. 20, n. 45, 2021. Disponível em:

https://revistas.fucamp.edu.br/index.php/cadernos/article/view/2442.

Créditos da Turma

A equipe de produção do semestre 2024.2 foi composta por:


Ana Clara Barboza, Ana Enne, Douglas Mazur, Eduardo Pitombo, Lorena Gorgione, Matheus Gonzaga e Nathália Costa.


A equipe de produção do semestre 2025.1 foi composta por:


  • Ana Clara Barboza - Audiovisual

  • Eduardo Pitombo - Produção

  • Giovanna Costa - Produção/Divulgação

  • Julia Kolling - Produção/Divulgação

  • Laisa Xavier - Audiovisual/Divulgação

  • Lorena Gargione - Produção/Divulgação

  • Matheus Gonzaga - Produção

  • Paulo Arthur Kukiel - Divulgação

©2026 por Acende a Luta.

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