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Ocupações da Reitoria

Ocupações Importantes da UFF


Ocupação contra a Via 100 e Via Orla

A região do Gragoatá será contemplada por obras de revitalização do Centro, prometidas pela Prefeitura da cidade, em comemoração aos 450 anos de Niterói. Além da urbanização das ruas Alexandre Moura e Coronel Tamarindo, haverá a reforma das praças Adelino Magalhães e Duque de Caxias. Mas, não apenas isto. Dentro do mesmo plano, há duas vias que impactarão o campus Gragoatá da UFF, a Via Orla e a Via 100. A construção de vias de acesso aos campi da universidade na zona central de Niterói, de ciclovias e de melhorias no transporte intercampi não passam impunes a um aumento da segurança interna e externa, a preocupação com o manejo ambiental, ampliação dos restaurantes universitários e da moradia estudantil mas também do estudo do impacto de vizinhança. O redesenho da pista de atletismo da UFF para adequação do traçado na via que tange o campus do Gragoatá, a cessão para a universidade de ruas nos Campi do Valonguinho e Praia Vermelha e de um terreno de 9.400 m² em área edificável (para dez novos prédios da UFF e a aprovação integral de todas as obras de edificações da universidade em Niterói) e ainda a melhoria e construção dos acessos internos e externos ao Campus do Gragoatá, construção de estacionamentos e de ciclovia e calçadão integrados ao paisagismo da UFF, além da contenção do processo de erosão e construção de um pier são pontos relevantes  para manter a viabilidade dos campi centrais da UFF em Niterói, tal como projeto de redução de ruídos e de cortina arbórea em toda extensão dos novos traçados das vias que são:

VIA 100:

Parte do Plano Diretor da cidade, a via permitirá o fluxo de carros, ônibus e caminhões fora 

dos Campi da UFF, ligando o Valonguinho, o Gragoatá e a Praia Vermelha, passando entre o Museu do Cinema e a área da universidade.

VIA ORLA:

A via teria como objetivo ampliar o número de vias de acesso ao Campus do Gragoatá, no entanto, com acesso apenas ao fluxo de carros de passeio e veículos da UFF. E, para não causar maiores transtornos às atividades acadêmicas, a via possuirá corredor de ciclovias, redutores de ruído, calçadão, estacionamentos para a comunidade da Instituição e um pier exclusivo para a Universidade. Ficou acordado com a Prefeitura também que será construída com um afastamento mínimo de 10m dos edifícios da UFF. A universidade deixou claro ainda que não permitirá o acesso de outros tipos de veículos, nem a construção de quiosques na via. A previsão para a conclusão das obras por parte da Prefeitura da cidade está prevista para novembro de 2023, data de comemoração dos 450 anos de fundação de Niterói.



OCUPA IACS

No dia 31 de agosto de 2016, os alunos do Instituto de Comunicação e Artes (IACS) da Universidade Federal Fluminense iniciaram a ocupação do prédio inacabado no Campus Gragoatá destinado ao próprio instituto. As obras do prédio que tiveram início em novembro de 2008 com previsão de conclusão até o final de 2011 ficaram paralisadas por doze anos. Enquanto isso, o antigo e estiloso casarão do IACS sofria com falta de espaço para salas de aulas, laboratórios, estúdios de fotografia e espaços livres de criação que contribuíssem com o desenvolvimento cultural coletivo de artes e comunicação como propõe a união dessas duas áreas no mesmo instituto da universidade. A reitoria produziu um memorando no dia 31 de agosto de 2016 direcionado a diretoria do IACS, nominando os ocupantes como invasores e atentando pela “segurança” dos mesmos no espaço ocupado. O documento motivou o então diretor do IACS, Kléber Mendonça, a fazer uma visita à ocupação que, junto com outros professores do instituto, sentaram-se para uma roda de conversas. Mendonça revelou sua posição pessoal quanto a reação dos alunos a atual situação do prédio. “É um cenário político complexo e importante, a manifestação é justa”. Também esclareceu a atual condição legal das obras. Como o prédio ainda não foi entregue ao instituto, o lugar não constitui um espaço público, a responsabilidade legal do prédio está por conta da empreiteira que está realizando a obra junto a reitoria. A roda de conversas foi finalizada com o  depoimento da professora Eliany Salvatierra que levantou questões importantes sobre como repensar a construção do espaço da universidade. No dia 3 de setembro do mesmo ano, a ADUFF (Associação de Docentes da UFF) apoiou a ocupação do “novo” IACS. 

Na noite de 3 de novembro de 2016, estes mesmos estudantes, reunidos em assembléia geral, decidiram, por unanimidade, pela ocupação do casarão. Seguindo a onda nacional de ocupações em escolas e universidades contra a PEC 241/55 (que propunha cortes drásticos de verbas para a educação), além de outras pautas, diversos estudantes foram dormir no casarão rosa e uma nova assembleia da ocupação foi marcada para o dia seguinte na praia (anfiteatro) do próprio instituto. Vale lembrar que o IACS também estava marcado como um local de prova para o ENEM, entretanto, na lista oficial de escolas/institutos/universidades, o IACS não aparecia como um local ocupado. Ou seja, os estudantes que fariam o ENEM no IACS não tinham sido "transferidos" para fazer a prova em outro local.

Ocupação também é expressão artística. Tal como nas escolas que inspiraram o movimento no IACS, durante a ocupação do velho IACS - UFF, não haviam aulas, mas faxinas, pinturas e diversas atividades culturais coletivas, com participação de alguns técnicos e professores que apoiavam o movimento e do qual participavam, não só aqueles que ocupavam o Casarão, como outros que iam para as atividades e contribuíam com doações de alimentos e/ou produtos de limpeza. Como exemplo, segue a agenda de um dia de dezembro. Mas, como a ocupação deixava claro, a agenda não era rígida e, sim, “ SUJEITA AO SURGIMENTO ESPONTÂNEO DE ATIVIDADES EXPLOSIVAS A QUALQUER MOMENTO NO ESPAÇO-TEMPO OCUPADO E NAS RUAS DA CIDADE". 


PROGRAMAÇÃO do dia 6 - 12 - 2016 NA OCUPAÇÃO DO IACS. Q SHOW!

14h - Roda de conversa - afetividade preta - com Tali Sarai

16h - Cineclube com Samil: Ardil 22 (na sala de projeção)

18h - Discurso de ódio e conjuntura política: Roda de conversa (na C100)

18h - Exibição do filme Território do Brincar (na sala de projeção)

PROGRAMAÇÃO DA SEXTA-FEIRA 9/12

10h - Feitura de pizza e leitura do texto "práticas de colaboração coletivas" com Guilherme Vergara <3

13h30 - Mostra pós-pornô com Cecília Carvalhos - Na Interartes

14h - Oficina de Dança na C100!

14h - Oficina - Leitura crítica publicitária

14h30 - Roda de conversa com convidadxs sobre o texto "Vidas em trânsito: Deslocamentos, viaens e diásporas no mundo contemporâneo" com Ana Enne na Sala de Projeção

E À NOITE FESTA OCÜBAKANINHA! vem pro baile! tragam uma doação de alimento (quem puder) <3 amamos vocês!” 


Durante a ocupação, vários tabus foram quebrados. Entre eles, a brancura das paredes, que foram cobertas por formas, cores, palavras e poesias. O Casarão Rosa infelizmente foi todo repintado por dentro e por fora para o novo período, apagando assim as memórias pictóricas da ocupação. Por sorte, parte dessas intervenções foram registradas em vídeo. (disponível em facebook.com/comunicação social da UFF. Dentre as iniciativas da ocupação do Instituto de Artes e Comunicação Social, está a Rádio Ocupa Som, totalmente feita pelos alunes para distrair e fazer circular informações. Ela foi (re)inaugurada como rádio comunitária e a partir de doações de eletronicos no dia 24 de outubro de 2019, fruto do projeto inicial de 2016.

A proposta de emenda constitucional 55 (PEC 55) que previa o congelamento dos investimentos em setores primários no Brasil por 20 anos foi um dos motivos da ocupação. Por 61 votos a 14, o texto base da PEC 55 foi aprovado em primeira votação do Senado no dia 29 de Novembro, dia em que o Cortejo-Ato foi realizado pelos estudantes e ocupantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) em Niterói. O segundo turno de votação foi realizado em 13 de Dezembro, com aprovação da PEC 55, inaugurando 20 anos tenebrosos pela frente.à época, as hashtags eram #ocupauff #ocupatudo e, a agora noctálgica, #foratemer. Mal poderíamos supor que só pioraria depois disso.

O coletivo oCuPaRede, criado no Ocupe IACS UFF, buscou unificar as ocupações estudantis e, num vídeo gravado no Casarão, alunes fazem um tour pelas instalações do IACS e conversam sobre os objetivos da ocupação que durou 45 dias, tendo se espalhado por outros 17 prédios da UFF, tais como o novo IACS - ainda inacabado, bloco A do Gragoatá e o tradicional prédio do Direito.

Em março de 2017, a calourada unificada do IACS, teve roda de conversa sobre as ocupações como forma de manter viva a memória do evento político de maior expressão nos últimos 50 anos na universidade, talvez só comparado à ocupação do DCE durante a ditadura militar. No mês de maio do mesmo ano, enquanto a ocupação do IACS era notícia num periódico alemão 

A página Ocupe IACS, criada em 31 de agosto de 2016, data em que a ocupação se estendeu ao novo e ainda inacabado IACS,  para dar visibilidade ao movimento, fez sua última postagem em 21 de novembro de 2019. O blog do movimento, hospedado no blogspot com o nome OCUPA IACS, deixou de postar em 22 de setembro de 2019.


OCUPA REITORIA

Em 2015, estudantes da Universidade Federal Fluminense ocuparam o prédio da reitoria da instituição na tarde de 27 de maio. O ato se somava à deliberação de greve anunciada para o dia seguinte como forma de pressionar a reitoria para atender as demandas dos alunos. As reivindicações são baseadas em quatro eixos: a suspensão do calendário escolar para que as ausências durante a greve não sejam computadas, o pagamento das bolsas estudantis atrasadas, a reativação do Bandejão do campus da Praia Vermelha e uma reunião do reitor com técnicos, professores, servidores e alunos. Uma reunião do Conselho Universitário, entidade que reúne a comunidade acadêmica para discutir os problemas da instituição, já estava marcada para este dia, mas não contou com a presença do reitor. A ausência do dirigente foi criticada pelos estudantes que ocuparam a reitoria horas depois.

Produtos do Acende a Luta!



Abaixo está disponível a pesquisa completa do grupo.



Referências Principais

Aqui está disponível a tabela de informações feita sobre as referências do trabalho.



Referências Complementares

Créditos da Turma

Grupo de 2023.2 da equipe UFF:

Selma Boiron; Katarina Diniz; Sophia Figueira; Gabriela Kaiserman; Poliana Ribeiro.

©2026 por Acende a Luta.

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